Expansão da Monitorização de Elefantes no Parque Nacional de Magoé (PNM)
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Hoje, o Parque Nacional de Mágoè está a tornar-se um dos exemplos mais ambiciosos do país daquilo que é possível alcançar quando a conservação deixa de reagir ao conflito e começa a antecipá-lo.
Entre os dias 8 e 13 de junho, a equipa veterinária da Mozambique Wildlife Alliance (MWA) concluiu uma operação intensiva de cinco dias em toda a paisagem de Mágoè, colocando coleiras satélite em 20 manadas de elefantes.
Em apenas cinco dias:
• 15 coleiras foram colocadas no distrito de Mágoè
• 5 coleiras foram colocadas no distrito de Cahora Bassa
Para as comunidades que vivem ao lado dos elefantes, isto representa muito mais do que um número.
Cada coleira representa a capacidade de compreender onde os elefantes se encontram, antecipar o risco antes que este se transforme em conflito e agir antes que culturas sejam destruídas, meios de subsistência sejam afetados ou vidas sejam colocadas em risco.
O que está a ser construído em Mágoè hoje não é simplesmente um programa de monitorização de elefantes.
Representa a aplicação prática da estratégia de mitigação do Conflito Homem–Fauna Bravia da MWA.
Um sistema integrado que combina monitorização satélite em tempo real, Elephant Shepherds (Unidades de Resposta Rápida), Protected Farming Communities, formação comunitária e um nível sem precedentes de informação sobre os movimentos dos elefantes em toda a paisagem.
E o trabalho não termina aqui.
À medida que esta operação chega ao fim, a próxima fase já está em andamento.
Hoje, outro membro da equipa da MWA está a deslocar-se para o Parque Nacional de Mágoè para formar os fiscais do parque no EarthRanger, a plataforma utilizada para monitorizar os movimentos dos elefantes em tempo real. À medida que aumenta o número de manadas monitorizadas por coleira, aumenta também a necessidade de capacidade local para analisar dados, antecipar conflitos e coordenar respostas rápidas no terreno.
Porque a tecnologia, por si só, não gera impacto. São as pessoas que o fazem.
O futuro da coexistência em Mágoè será construído pelas comunidades, pelos Elephant Shepherds, pelos fiscais do parque e pelos profissionais de conservação que trabalham em conjunto, com melhores ferramentas, melhor informação e um compromisso comum de proteger tanto as pessoas como a vida selvagem.
Esta operação foi possível graças ao apoio contínuo da BIOFUND e do MozRural, em parceria com a ANAC, o Parque Nacional de Magoé, as comunidades locais e todos aqueles que trabalham para transformar uma das paisagens de conservação mais desafiantes de Moçambique num modelo de coexistência.























