Dois fiscais do Parque Nacional de Magoé com a MWA
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Desde a semana passada, dois fiscais do Parque Nacional do Magoé estão a passar uns dias connosco. Não são caras novas no terreno - são fiscais experientes, que conhecem aquele parque há anos, incluindo durante o tempo em que ele esteve um pouco esquecido. Agora, com o Magoé a entrar numa fase de reestruturação, estão aqui para alargar o leque de ferramentas que já trazem consigo.
A formação acontece graças à parceria com a MozRural e a BIOFUND, e está estruturada por fases. A primeira trouxe-os à sede da MWA, no sul de Moçambique. Esta semana, têm estado nas nossas PFCs (Protected Farming Communities), aqui no sul, a acompanhar de perto duas equipas:
Os Elephant Shepherds — agentes comunitários treinados para conviver com elefantes, conduzi-los para longe das machambas e das casas, e reduzir o conflito antes que ele aconteça.
A equipa de Conflito Homem-Fauna Bravia (HWC) — quem responde no terreno, faz a mediação com as comunidades, e lida com as situações mais complicadas quando o conflito já está em curso.
Estes dias no terreno, os fiscais visitantes têm visto - ao lado de quem faz - como funciona uma resposta a um elefante perto de uma machamba à noite, como se conduz uma conversa numa comunidade que perdeu colheita, como se monta uma cerca de pimenta, como se regista um incidente para depois servir a tomada de decisão.
O que eles levam para o Magoé não é teoria descontextualizada. São ferramentas postas nas mãos de quem já conhece aquela terra, aquelas comunidades, aqueles elefantes.
Porque é que isto importa
Moçambique é um país enorme, com paisagens, espécies e dinâmicas comunitárias muito diferentes do norte ao sul. Mas os desafios que os fiscais enfrentam no dia-a-dia - proteger fauna bravia, apoiar comunidades, gerir conflito homem-elefante - partilham mais do que separam.
Para os colegas do Magoé, este momento chega bem. Depois de anos em que o parque foi pouco acompanhado, a renovação do investimento significa novos recursos, novas estratégias, novas possibilidades - e os fiscais que sempre lá estiveram são exactamente quem deve liderar este novo capítulo.
Programas como este criam algo invulgar e valioso: uma rede entre áreas protegidas. Fiscais que se conhecem, que treinaram juntos, e que podem pegar no telefone quando aparece um problema no parque deles que um colega já resolveu no dele.
É assim que a conservação ganha raízes em Moçambique. Não através de uma única organização, ou de um único projecto - mas através das pessoas, das parcerias, e da aprendizagem partilhada que as liga.
Um agradecimento à MozRural e à BIOFUND por apoiarem este trabalho, e bem-vindos aos colegas do Parque Nacional do Magoé. Estamos também a aprender convosco.











































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