Dia Mundial da Raiva
Hoje, 28 de setembro, é o Dia Mundial da Raiva.
🇲🇿 Em Moçambique, a raiva ainda mata. Segundo o Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas, houve mais de 22 mil mordeduras de cão e 35 mortes por raiva em 2023, e quase 20 mil mordeduras e 31 mortes em 2024. Só no primeiro semestre de 2025 foram 9.133 mordeduras e 14 mortes. As crianças com menos de 15 anos são as mais expostas.
A raiva é 100% prevenível. Quase todos os casos humanos começam com a mordedura de um cão, por isso vacinar os cães é a forma mais eficaz de proteger as pessoas.
🌍 One Health: uma só saúde
Nas comunidades que vivem junto a parques e reservas, pessoas, cães e fauna bravia partilham o mesmo espaço. Um estudo no Parque Nacional do Limpopo concluiu que quase 9 em cada 10 famílias têm cães, sobretudo para proteger as machambas. Só cerca de 6% conseguiam mostrar prova de vacinação. A maioria dos cães anda solta e cruza-se com chacais, mangustos e mabecos.
O mabeco é uma das espécies mais ameaçadas de África, e a raiva transmitida por cães domésticos pode eliminar alcateias inteiras. Este ano, a equipa veterinária da MWA recuperou e devolveu 18 mabecos à Reserva de Karingani. Vacinar os cães das comunidades vizinhas também é proteger a fauna.
💉 O trabalho da MWA em 2026, até agora:
• 269 cães vacinados contra a raiva
• 5 comunidades em Matutuíne, Namaacha e Moamba
• 3 esterilizações
📍 Namaacha: 4.º ano consecutivo, com 126 cães vacinados
📍 Incomati Rengue e Mazavela: 98% de cobertura
📍 Parque Nacional de Maputo: 94 famílias envolvidas
Moçambique comprometeu-se com a meta "Zero até 2030": nenhuma morte humana por raiva transmitida por cães. Cada cão vacinado conta. Obrigado a todas as famílias que trouxeram os seus cães.



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