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Avaliação Regional do Conflito Humano–Vida Selvagem – Norte de Angola

  • há 5 horas
  • 2 min de leitura

Em janeiro, a MWA deslocou-se ao norte de Angola — Cuanza Norte, Uíge e Bengo — para avaliar o aumento do Conflito Humano–Vida Selvagem entre elefantes-da-floresta e comunidades rurais, com o apoio do Elephant Crisis Fund.


Durante reuniões comunitárias e visitas de campo, as comunidades identificaram consistentemente os elefantes-da-floresta como a principal espécie em conflito. Mas os verdadeiros fatores vão mais além.


As estradas de exploração florestal estão a abrir acesso a florestas antes intactas.

A agricultura está a expandir-se para corredores de movimento de elefantes.

Plantações de banana e mandioca estão a ocupar os mesmos vales e bases de montanha onde a água atrai tanto pessoas como vida selvagem.

Este ano, a seca severa está a agravar a situação.

As culturas de mandioca em altitudes mais elevadas estão a falhar, empurrando os agricultores para zonas mais baixas - exatamente onde os elefantes se deslocam e se alimentam.


A pressão sobre a paisagem está a intensificar-se.


A missão também revelou desafios estruturais mais profundos: rápido crescimento populacional, forte pressão de caça e uma subvalorização extrema da vida selvagem a nível local. Em algumas comunidades, pangolins são vendidos por cerca de 4 dólares, enquanto compradores estrangeiros podem pagar dez vezes mais. Numa única área de floresta, a equipa registou 14 armadilhas de caça em apenas 100 metros.


Mas a missão não se limitou a documentar problemas.

A MWA trabalhou em estreita colaboração com autoridades locais, governos provinciais e o INBAC - o equivalente angolano da ANAC, ao mesmo tempo que realizou formações para os Guardas Florestais da Fundação Kissama e para a equipa do projeto NZAU. Porque enfrentar o Conflito Humano–Vida Selvagem exige parcerias fortes, conhecimento partilhado e ação coordenada.


A MWA apresentou também o seu modelo de prevenção de Conflito Humano–Vida Selvagem, que combina envolvimento comunitário, sistemas de monitorização e estratégias de mitigação no terreno para apoiar a coexistência.


O próximo passo será finalizar recomendações em conjunto com o Elephant Crisis Fund e a Save the Elephants, que poderão orientar intervenções piloto em paisagens prioritárias de elefantes-da-floresta no norte de Angola.


Porque compreender a paisagem é o primeiro passo para proteger tanto as pessoas como os elefantes.



 
 
 

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